A ESPERANÇA COMO PRINCÍPIO DINAMIZADOR DA CAMINHADA HISTÓRICA DA HUMANIDADE.

 De Marivan Ramos
Refletindo sobre a questão da vida deparei-me com a morte. E pensei, mas o que a morte tem a ver com a vida, se aí de fato estão dois aspectos opostos? Será? Ainda pensando com meus botões. Então refleti com a certeza de não encontrar a resposta, mas com a certeza de buscar nessa realidade, chamada vida, suas contradições e complexidades que lhes são próprias.
Se de fato o ser humano faz planos, realiza  projetos e está em busca de novos horizontes é porque, de fato, a esperança, no amanhã, é o princípio dinamizador da caminhada histórica da humanidade (princípio-esperança).
É, portanto confiando em que irá existir um amanhã que faz o ser humano manter vivo seu projeto histórico. Para nós, seres humanos, estarmos dispostos a viver se faz necessário ter sonhos e serão exatamente esses sonhos (projetos) que nos colocarão em busca de realizá-los, e a isto podemos dar o nome de esperança, portanto a esperança é essa expectativa que criamos na busca de realizações dos nossos planos.
Para muitos que passam o tempo todo em busca de respostas prontas e acabadas, passam despercebidos, escapa-lhes, a importância e mais ainda, perdem a chance de vivenciar, experimentar as angústias e os conflitos que fazem parte da complexidade da vida e, por isso mesmo, não conseguem dar um novo dinamismo, orientação, para sua vida. Para esses pensar a morte é pensar na destruição da esperança, e com isso há uma “conspiração do silêncio”, onde a morte é assunto que parece não lhes dizer muito a respeito.
Porém nós, homens, somos seres aberto para este princípio-esperança que deve nortear nossa vida e só sobrevive o homem que é capaz de buscar cada vez mais novos motivos de esperança que dêem sentido a vida.
A morte para o homem que encontrou dentro de si essa força, do princípio-esperança, não significa o fim de tudo, mas que de forma cabal plenifica o homem todo e todo homem e ela, a morte, torna-se um momento necessário de passagem para uma plena realização, e aí acontecerá a maior de toda realização humana, entretanto essa realização não terá o homem como protagonista, mas sim Deus. Nesse sentido a esperança atingi, se assim posso dizer, o seu objetivo e, portanto deixa de existir.
Assim, portanto a morte não determina o fim da esperança, mas o contrário é ela, a esperança, que realiza seu objetivo último que foi de nos encaminhar para nosso derradeiro plano: nos possibilitar a imortalidade. Logo a morte tem que ser encarada, não apenas com naturalidade, mas principalmente como nossa passagem para a eternidade e com isso a vida estará garantida para sempre.
Por isso pensar vida é pensar morte, e pensar morte é pensar vida, pois aí está uma realidade intrínseca e que marca o desejo de toda a humanidade: a existência. Nesse sentido, aqui fica o convite que diante das incertezas, confusões e desilusões que a vida nos tráz, somos chamados a viver numa atitude de confiança, pois a esperança não nos decepciona e jamais nos enganará.

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